A União Europeia dará um passo significativo em direção à sustentabilidade em agosto de 2026. A partir dessa data, restaurantes, hotéis e bares na UE serão obrigados a substituir sachês individuais de condimentos, como ketchup e maionese, por alternativas reutilizáveis ou mais ecológicas.
O regulamento europeu sobre Embalagens e Resíduos de Embalagens (Ppwr) visa reduzir o desperdício de plástico. A proibição se estende a embalagens descartáveis de uso único para condimentos e itens de cortesia em quartos de hotel. A principal mudança será a adoção de dosadores recarregáveis, que promovem a redução de resíduos e auxiliam no controle de consumo.
Governo proibiu os sachês no Brasil?
Ao contrário da União Europeia, o Brasil ainda não possui uma lei nacional unificada que proíba todas as embalagens plásticas descartáveis de uso único em estabelecimentos de alimentação. O cenário brasileiro é marcado por um mosaico de normas municipais e estaduais, além de projetos de lei federais que, gradualmente, impulsionam o setor a rever o uso de sachês.
Diretrizes e pressões regulatórias atuais no Brasil
As normas vigentes no Brasil combinam preocupações sanitárias, nutricionais e ambientais, criando um ambiente regulatório mais rigoroso:
- Restrição ao Sal nas Mesas: Em muitas cidades, saleiros e sachês de sal não podem ficar expostos, exigindo que o cliente solicite ao atendente para reduzir o consumo de sódio.
- Maionese e Higiene: Maioneses com ovo cru são praticamente proibidas pela vigilância sanitária. Além disso, muitas cidades restringem o uso de bisnagas recarregáveis, favorecendo produtos industriais em sachês ou recipientes totalmente higienizáveis.
- Pressão Contra Plástico Descartável: Leis que já proíbem canudos e copos plásticos abrem caminho para futuras proibições de sachês. Projetos de lei buscam o banimento gradual de embalagens plásticas não recicláveis.
- Precedentes Locais: Restrições a utensílios plásticos em municípios como São Paulo criam precedentes para a inclusão de sachês em futuras regulamentações e incentivam alternativas reutilizáveis e biodegradáveis.
Alternativas sustentáveis e higiênicas
O desafio é manter altos padrões de higiene e segurança alimentar, especialmente em locais de alto fluxo, sem o uso de embalagens individuais. As alternativas incluem:
- Dosadores recarregáveis certificados.
- Recipientes reutilizáveis.
- Embalagens compostáveis certificadas.
- Oferta de condimentos mediante solicitação do cliente.
Preparando-se para a mudança
Empresas que começam a testar dosadores certificados, embalagens reutilizáveis e novos fluxos de trabalho reduzem riscos legais, economizam a médio prazo e fortalecem sua imagem ambiental. Não espere a próxima lei ou multa chegar: revise contratos, pilote novas soluções e treine sua equipe agora para garantir a sustentabilidade e a sobrevivência do seu negócio.




